De que lado estaria Lula em Nuremberg?

Para justificar seu encantamento com o regime miserável  e cruel que há 50 anos instalou-se em Cuba,  Lula não titubeou em fazer, de si mesmo, um repelente advogado daqueles que foram julgados e condenados por crimes contra a humanidade em Nuremberg. Naquele grande Tribunal, Lula estaria ao lado de Wilhem Frich, Ministro de Hitler que autorizou a  Nürnberger Gesetze (Leis de Nuremberg) e dos 23 médicos que conduziram “experiências” com os prisioneiros judeus. Sim, Lula estaria ao lado de todos eles, afinal, se  ”Temos de respeitar a determinação da Justiça e do governo cubano, de prender as pessoas em função da lei de Cuba…, por que não respeitaríamos as determinações da Justiça e do governo do III Reich? É uma questão de lógica simples. Lógica que o presidente parece não dominar ou a domina quando a conveniência determina o rumo a seguir. Neste caso, o monstro assume a sua face mais cruel, o engodo.

A besta-fera que dormitava no “lulinha paz e amor” não ficou nas esferas do direito internacional. Foi além, sempre vai além.

Para desqualificar os presos políticos e de consciencia cubanos, reduziu, todos eles, a criminosos comuns. Sim, para Lula, os dissidentes cubanos são bandidos. Mas o mostro é faminto, era necessário também desqualificar o instrumento extremo da contestação: a renúncia à própria vida pela grave de fome. Instrumento que Gandhi não deixou de usar com grande proveito para o seu povo. “A greve de fome não pode ser um pretexto de direitos humanos para liberar as pessoas. Imagine se todos os bandidos presos em São Paulo entrarem em greve de fome e pedirem liberdade”.

A besta que assenhorou-se não gosta de ler e, seguramente, jamais leu algo sobre um frágil homem indu, Mahatma Gandhi, que fez da greve de fome o método por excelência de resistência ao opressor.

Pela greve de fome, sr. presidente, Gandhi libertou seu país. Não seja injusto, não seja leviano ao comparar seu “jejum entre amigos”, com direito a balinhas pelas madrugadas, com a grandeza daqueles que se deixam imolar, pela liberdade de um povo, lançando mão deste último recurso: a greve de fome.

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Sobre a covardia e cinismo de Lula no caso de Olando Zapata Montayo já escrevi aqui e aqui. Volto ao tema novamente enfocando um novo elemento: o sangue que Lula está deixando em nossa memória histórica.

Por uma questão ideológica, que deveria permanecer de foro intimo, Lula faz o Brasil aparecer no cenário internacional como alinhado a ditadores  e cúmplice de assassinatos  políticos, em Cuba de modo particularíssimo e no Irã, além de outros que não cabe aqui mencionar.

O parlamento Europeu, distante dos ditos folclóricos e cínicos de Lula, leva a questão dos Direitos Humanos em Cuba a sério.  Amanhã, por acordo entre os quatro grandes partidos do Parlamento Europeu, será votada uma resolução que “deplora a inexistencia de gesto significativo das autoridades cubanas em resposta às denúncia da União Europeia e do resto da comunidade internacional a favor da libertação de todos os presos políticos e do pleno respeito das liberdades e direitos fundamentais”

Os grupos políticos que subscrevem a declaração, Partido Popular Europeu (PPE), Aliança Progressista de Socialistas e Democratas (S&D), Aliança de Democratas e Liberais (ALDE) e Conservadores e Reformistas Europeus (ECR), ampla maioria no Parlamento, chegaram a um consenso em condenar clara e objetivamente “a inevitável e cruel morte do dissidente prisioneiro político, Orlando Zapata Tamayo.

A resolução anima as instituições européia que dêem apoio incondicional e alentem, sem reservas, o inicio de um processo pacífico de transição política para uma democracia pluripartidária em Cuba.

Lula, por sua vez, o “valente dos Direitos Humanos”, vira as costas para as vítimas dos governos ditatoriais que apóia,  age em direção contrária da União dos países europeus, dos organismos internacionais, prefere os braços e afagos de Fidel  - o assassino de Oralndo Zapata – , os abraço e beijos  de Mahmoud Ahmadinejad – , as confabulações bolivarianas.

O grave de tudo tudo isso, desse desvairo, é que junto vem a mancha de sangue, sangue que contamina a cada um de nós brasileiros.

Leia, em PDF, a minuta da Resolução do Parlamento Europeu  AQUI (Inglês/Espanhol)

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Lula, o empreiteiro

Lula ficou nervozinho com uma matéria do jornal O Globo que questionava a participação, no domingo, da candidata palaciana Dilma Roussef  (PT) na inauguração de um hospital construído sem dinheiro do governo federal em São João do Meriti, na Baixada Fluminense.

Lula teve os fricotes de sempre e atacou a tal matéria: ” Quando a pessoa, ao invés de dar a informação, se preocupa em politizar de forma desinformada e eu diria atá de certo baixo nível, realmente o povo fica sem saber o que está acontecendo”.

O Globo, em Nota da redação, não deixou barato:

NOTA DA REDAÇÃO: “Mais uma inauguração serviu de precário biombo para um mal dissimulado comício da candidata Dilma Rousseff, fora de todos os prazos estabelecidos pela legislação eleitoral.”

A advertência já constava de editorial do GLOBO em 22 de janeiro último – e de lá para cá a situação só se intensificou, mas parece que o que incomoda mesmo o presidente Lula é o fato de a imprensa estar vigilante ao uso da máquina pública em favor de sua candidata.

Pelo raciocínio presidencial exposto nos palanques da vez, ontem no Rio, para justificar a presença da ministra Dilma na inauguração de um hospital sem qualquer verba federal, conclui-se que todas as obras do país só são possíveis graças ao governo Lula.

Não é de se admirar, portanto, se em breve a candidata Dilma vier ao Rio para inaugurar algumas “obras federais”, como a barreira acústica da Linha Vermelha , o asfaltamento de ruas, a despoluição da Lagoa, a limpeza de bueiros ou um novo choque de ordem.

Toda obra é minha, eu criei o céu e a terra, dirá Lula muito em breve.

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